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Como fui parar ao Desafio de escrita dos pássaros

por Belinha Fernandes, em 09.10.19

desafio de escrita.JPG

 

Até há uns minutos não sabia que existia um blogue de nome Desafio dos Pássaros. A descoberta deve-se ao calor. Este escritório está quente do chão ao tecto. Não se aguenta apesar do vento morno que entra pela janela. A ventoinha do computador não pára de chiar, a cadela de ofegar e até o rato parece transpirar sob a palma da minha mão! É uma tarde imprópria para máquinas, todo o tipo de animais e humanos! O meu cérebro pediu um intervalo misericordioso e eu dirigi-me ao Blogger em busca de refresco sob a forma de palavras. No topo da Lista de leitura apareceu a Dona Redonda anunciado um desafio de escrita no dito blogue dos Pássaros, um desconhecido para mim, o que não espanta. Pertence ao charquinho dos batráquios, o meu fica-se pelo pântano mais antigo, o Blogger, de onde esta sua escrava raras vezes emerge para conviver em paragens mais verdes. Diz-se que nunca devemos tomar decisões de cabeça quente, talvez não me devesse ter inscrito no Desafio. Por outro lado, sinto que a decisão não foi tomada pela cabeça e antes pelo coração. Quem me conhece sabe o quanto adoro pássaros. E desafios. Nunca me propus tal: o tempo nunca chega. Mas nunca digas nunca. Um desafio dos pássaros soava-me bem mesmo que o meu cérebro amolentado mal conseguisse prever o futuro do meu irreflectido acto. Inscrevi-me sem pensar muito. De repente o meu cérebro antes tão entorpecido parece que voava. Dei por mim a pensar nas infinitas possibilidades que o desafio da escrita podia revelar: coisas frescas para ler todas as semanas, a descoberta de um novo bando, novas partilhas. Espreguicei as asas e enchi o papo de ar. Fiz-me ao Desafio dos Pássaros e manifestei o meu receio à passarada: “ 17 semanas. Muito milho para o meu papo.” A bem da liberdade, que nenhum pássaro se sente bem aprisionado numa gaiola, podemos desistir. Mas esta ave não gosta de desistir. Nem que perca as penas uma a uma, nem que fique careca como um pobre frango de aviário, esta ave há-de conseguir chegar ao fim. Ou então, não. Tombará de bico rombo sobre o teclado. RIP avesinha doida. É perigoso tomar decisões de cabeça quente. Mas isso só se vai saber daqui a muitos voos. Para já, prepare-se uma boa ração de sementes e água fresca que a viagem está quase a começar.

(Publicado em 06/09/19 no blogue Palavras Cruzadas)

Regras do desafio de escrita dos pássaros:

O texto não poderá ter mais de 400 palavras

Pode ser em prosa ou poesia

Pode ser real ou fictício

Deve ser publicado no teu blog na próxima sexta-feira, dia X às 15h.

O título deverá ser “desafio de escrita dos pássaros #X” seguido, se quiseres, do título que lhe queiras dar (pode ou não ser o tema, deixamos à tua consideração).

Deve ter a tag “desafio dos pássaros” (sem as aspas e escrito exactamente desta maneira)

O tema só será público no dia da publicação

 

Quem são os Pássaros - ler aqui

Desafio de escrita dos Pássaros - ler aqui

publicado às 17:59


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